quarta-feira, 30 de abril de 2014

Irmãos Strugatsky - Galeria de Capas

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Irmãos Strugatsky

Os irmãos Arcady (????´???, 28 de agosto de 1925—12 de outubro de 1991) e Boris (????´?, 14 de abril de 1933) Strugatsky (??????´????; também: Strugatski ou Strugatskii) são escritores russos de ficção científica que escreveram em parceria a maior parte de seus livros.

Os Irmãos Strugatsky, como geralmente são chamados, tornaram-se os mais conhecidos escritores de FC da União Soviética, com uma base de fãs bem desenvolvida. Seus primeiros trabalhos foram influenciados por Ivan Yefremov. Seu romance mais famoso Piknik na obochine foi traduzido em inglês como Roadside Picnic em 1977 e filmada por Andrei Tarkovsky sob o título Stalker.

Várias outras obras foram traduzidas em inglês e português, mas não receberam sequer uma fração do grande sucesso de público e crítica russos. Isto pode ser a resultante de três fa(c)tores: a dificuldade de se traduzir a fala coloquial russa numa língua que não possua a estrutura gramatical da mesma, o que acarreta a perda de sentido; uma compreensão do rígido arcabouço mental do Stalinismo é um pré-requisito para perceber o contraste e a rejeição da uniformidade evidentes em quase todas as obras dos Strugatskys; e finalmente, que muito do humor em obras tais como Monday Begins on Saturday provém de séculos de alusões literárias e culturais. Deve ser notado, porém, que os irmãos Strugatsky foram e ainda são populares em muitos países, particularmente na área de influência da antiga União Soviética.

Os irmãos foram convidados de honra na World Science Fiction Convention de 1987, em Brighton, Inglaterra.

Wikipedia

Frederik Pohl - Comunicações entre Homens e Animais


Posfácio de Frederik Pohl para a novela Nave Escrava, sobre o futuro das comunicações entre homens e animais.

Anotar fatos contemporâneos ou verdades científicas já acertadas não é tarefa de qualquer escritor de ficção científica. Entretanto ele deve considerar fatos já conhecidos e, por meio da extrapolação, deve compor um quadro pormenorizado daquilo que pensa que poderá ser descoberto pelos cientistas de amanhã... e como a futura raça humana poderá reagir a isto em seu cotidiano.

Como nem todos os elementos científicos contidos em Nave Escrava são "extrapolações", parece-me necessário oferecer uma espécie de indicador que permita haver uma distinção entre as coisas. Pelo que o autor sabe, desde o doutor Doolittle, nenhuma criatura humana conseguiu conversar, tratando de assuntos abstratos, com qualquer outra criatura que não fosse humana também. Entretanto, os idiomas animais existem, não apenas entre os gênios do reino animal, como os primatas e os cachorros, mas entre todas as espécies, mesmo as menos desenvolvidas. Obviamente, a questão gira em torno de uma definição do termo "idioma". Já foi comprovado que as abelhas se comunicam por meio de um certo número de sinais. Se o idioma só pode ser "falado", podemos citar o sapo, talvez o mais inferior entre os animais providos de voz. Um tipo de sapo que vive em Santo Domingo pronuncia pelo menos uma "palavra: trata-se de um guincho parecido ao de um porco, que ele solta em caso de alerta, e que difere de maneira absoluta de seus coachos habituais, que se parecem com latidos.

Considerando espécies mais desenvolvidas, lembramos o Dr. Konrad V. Lorenz, que conseguiu se comunicar com gralhas, patos e marrecos selvagens e outras aves, a respeito de matérias que as interessavam. Seus conhecimentos do idioma das gralhas inclui, por exemplo, sutilezas deste tipo: as duas formas do verbo "voar": Kia, que significa voar embora, e Kiaw, que significa voar para casa. Outras pessoas conseguiram resultados positivos pesquisando outros pássaros. Ernest Thompson Seton anotou uma comprida lista de "palavras" no idioma dos corvos; um cientista compilou um dicionário de sete verbetes no idioma dos gaios, e assim por diante.

Considerando então os mamíferos, somos levados a esperar um aumento considerável da quantidade de "palavras" e da sofisticação ao usá-las. Nossa expectativa está justificada. É difícil imaginarmos um homem que tenha vivido por muito tempo em contato com um cachorro, por exemplo, e que negue que seu animal tenha tentado se comunicar com ele, conseguindo muitas vezes um resultado. É verdade que os animais domésticos (especialmente os "superdomésticos", como os cachorros) são um caso à parte, podem ser comparados a uma criança americana criada na Babilônia; ela aprenderia sem dúvida a se comunicar, mas o faria em termos babilônicos e não no idioma de seus pais. A este ponto, vale a pena lembrar que pelo menos um cachorro, cujo nome era Fellow e que foi convidado de honra da Universidade Colúmbia de Nova Iorque, possuía um vocabulário inglês de quatrocentas palavras, que ele sempre reconhecia, não importando quem as pronunciasse. Entretanto, precisamos eliminar o idioma canino de nossas considerações, pois trata-se, na melhor das hipóteses, de uma espécie de beche-la-mer ou linguagem franca, totalmente poluída pelo idioma humano.

É possível que a linguagem dos gatos seja mais pura, e já foram identificadas quinze palavras felinas, e mais meia dúzia de equinas, e algumas poucas do idioma dos elefantes e dos porcos. O gibão, o gorila, e o orangotango possuem vocabulários extensos. E o chimpanzé, que dentre os primatas foi o mais pesquisado (exceto o homem), não apenas possui um vocabulário de trinta e duas palavras identificadas e distintas, mas segundo Blanche Learned poderia até reclamar para si um feito único de fama linguística. Um filólogo chamado George Schwidetzki afirma ter encontrado traços de palavras do idioma chimpanzé no chinês antigo ("ngak") num dialeto boxímane da África do Sul (um estalo da língua) e até no alemão moderno! (a palavra alemã "geck", originada na palavra chimpanzé "gack").

Uma das definições usadas para os homens refere-se a eles como "os animais que usam instrumentos", mas os elefantes arrancam galhos de árvores para espantar as moscas, os macacos-aranha costumam construir escadas para seus filhotes usando trepadeiras e existem também provas plausíveis para o fato que o urso polar costuma caçar leões-marinhos adormecidos com o auxílio de um instrumento primitivo que ele costuma arremessar: usar pedra de gelo. Existe uma outra definição que identifica o Homem como um "animal falante", mas as poucas observações anotadas mais acima provam que esta capacidade não deve ser considerada como única.

Talvez exista mais um pouco de espaço para uma terceira definição do Homem, não muito melhor que as duas anteriores, mas talvez não muito pior: o Homem, este animal esnobe... que se agarra na escada da evolução, permanecendo um degrau acima dos primitivos, e continua serrando a escada, serrando na tentativa de cortar qualquer ligação existente entre ele próprio e as Bestas desprovidas de alma, de fala e de cérebro... que, na realidade, não existe.

Frederik Pohl, 1956.

Philip K. Dick - Una Mirada a la Oscuridad (A Scanner Darkly) (Cap.1 + #Download)

Link para o PDF no Minhateca: http://minhateca.com.br/Herman.Schmitz/Marcianos.Cinema/Autores/Philip+K.+Dick/Philip+K.+Dick+-+Una+Mirada+A+La+Oscuridad,15146039.pdf


Início do Livro (Excerto)

I
Había una vez un individuo que estuvo todo el día sacándose piojos del pelo. El médico le dijo que no había ningún insecto en su cabello. Se duchó durante ocho horas seguidas, soportando el agua caliente hora tras hora y sufriendo el picor de los animalitos. Luego salió de la ducha, se secó... y los piojos seguían en su pelo. En realidad los tenía por todo el cuerpo. Al cabo de un mes los piojos invadieron sus pulmones. No teniendo otra cosa que hacer o pensar, empezó a estudiar teóricamente el ciclo vital de los piojos y, con ayuda de la Enciclopedia Británica, trató de averiguar qué tipo concreto de insectos era el que le atormentaba. Su casa ya estaba llena de ellos. Se documentó sobre los numerosos tipos existentes, y finalmente advirtió que también había piojos fuera de la casa, por lo que determinó que se trataba de áfidos. Y no cambió jamás de idea, por mucho que otras gentes le dijeran cosas como que «los áfidos no pican a las personas».

Le dijeron eso porque la picadura constante de los piojos era un suplicio para él. Conocía un establecimiento, el 7-11, parte de una cadena extendida por casi toda California, y fue allí donde compró diversas marcas de insecticidas: «Raid», «Black Flag» y «Yard Guard». Primero roció la casa, luego su propio cuerpo. El «Yard Guard» pareció ser el mejor.

En cuanto al lado teórico del asunto, advirtió tres etapas en el ciclo vital de los piojos. En primer lugar, personas a las que denominó «portadores» los llevaban encima para contaminarle. Los portadores eran tipos inconscientes de su papel como distribuidores de piojos. Durante esta etapa los piojos no tenían pinzas o mandíbulas (aprendió esta palabra durante sus semanas de investigación, una insólita ocupación teórica para un tipo que trabajaba en Frenos y Llantas Handy reparando tambores de frenos). Así pues, los individuos portadores no sentían nada. El acostumbraba a sentarse en un rincón de su cuarto de estar contemplando cómo entraban los distintos portadores —a la mayoría ya los conocía, aunque también había algunos desconocidos—, cubiertos con áfidos que se encontraban en esta fase particular inocua. Y no le quedaba más remedio que sonreírse, puesto que sabía que aquellas personas estaban siendo usadas por los piojos sin que se dieran cuenta.

—¿De qué te ríes, Jerry? —le preguntaban entonces.

En la segunda etapa, los piojos adquirían alas, o algo por el estilo, aunque en realidad no eran alas. Bien, eran apéndices de un tipo funcional que les permitían desplazarse. Así era como se movían y esparcían... especialmente por su cuerpo. El ambiente estaba cargado de ellos, constituían una especie de nube que llenaba su cuarto de estar, toda su casa. Durante esta fase tuvo que esforzarse por no tragárselos. Lo que más pena le daba era su perro. Podía ver los piojos posándose y esparciéndose por todo el cuerpo del animal y, probablemente, introduciéndose en sus pulmones, tal como habían hecho con él mismo. Quizás el perro sufría tanto como él; al menos, eso es lo que intuía. ¿Debería renunciar al perro por el propio bien del animal? Decidió que no haría tal cosa ya que el perro, inadvertidamente, estaba infestado, y los piojos irían en su compañía a cualquier parte que fuera.

A veces se metía en la ducha con el perro, tratando de limpiarlo, pero sin mejores resultados que los obtenidos con su propia persona. Resultaba doloroso sentir que el perro sufría, y Jerry nunca cesó en sus esfuerzos por ayudarle. El animal no podía quejarse y esto, los sufrimientos del perro, era hasta cierto punto lo peor de todo. Un día se presentó su amigo Charles Freck mientras estaba bañando al perro. —¿Qué narices estás haciendo todo el día metido en la ducha con el maldito perro? — preguntó Charles.

—Quiero quitarle los áfidos —contestó Jerry.

Sacó de la ducha a Max, el perro, y se puso a secarlo. Charles Freck contempló desconcertado cómo Jerry frotaba la piel del perro con polvos de talco y colonia infantil. Toda la casa estaba llena de sprays insecticidas, cajas de polvos talco, botellas de colonia infantil y pomadas para la piel, la mayor parte de ello usado. Jerry debía utilizar cada vez más y más productos.

—No veo ningún áfido —dijo Charles—. ¿Qué es un áfido?

—Es algo que puede matarte —contestó Jerry—, eso es lo que es. Los tengo en el pelo, en la piel y en los pulmones, y el dolor es insoportable... Tendré que ir al hospital.

—¿Por qué no puedo verlos?

Jerry soltó al perro, envuelto en una toalla, y se arrodilló junto al felpudo.

—Te enseñaré uno —anunció. El felpudo estaba cubierto de piojos. Brincaban por todas partes, arriba y abajo, algunos más alto que otros. Jerry buscó uno especialmente grande, puesto que la gente tenía dificultades para distinguirlos.

—Trae una botella o un bote —pidió a su amigo—. Busca debajo del fregadero. Lo taparemos, y se lo llevaré al médico para que pueda analizarlo.

Charles Freck trajo un bote de mayonesa vacío. Jerry prosiguió buscando, hasta encontrar un áfido que daba saltos superiores a un metro. El insecto medía más de dos centímetros de largo. Lo atrapó y metió en el bote, con mucho cuidado, y roscó la tapa del recipiente. Luego lo alzó en señal de triunfo.

—¿Lo ves? —dijo.

—Siiii —contestó Charles, con los ojos muy abiertos mientras examinaba el contenido del bote—. ¡Qué grande! ¡Jo!

—Ayúdame a encontrar más para que el doctor los vea. —Jerry volvió a agacharse sobre la alfombra, dejando el bote a su lado.

—Claro —dijo Charles, y puso manos a la obra.

Al cabo de media hora habían llenado tres recipientes con piojos. Charles, aunque novato, encontró algunos de los más grandes.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Philip K. Dick Gallery Cover Art

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Philip Kindred Dick (16 de Dezembro de 1928, Chicago – 2 de Março de 1982, Santa Ana, Califórnia), também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Harry Harrison — Biblioteca Pública #Download

Diversos livros do autor aqui na Minhateca: http://minhateca.com.br/Herman.Schmitz/Marcianos.Cinema/Autores/Harry+Harrison

Harry Harrison - 50 en 50 vol 1.doc
Harry Harrison - A Transatlantic Tunnel, Hurrah!.epub
Harry Harrison - Al Oeste Del Eden.epub
Harry Harrison - Astroincendio doloso.epub
Harry Harrison - B0, Bill, Héroe Galáctico.doc
Harry Harrison - B1, Bill En El Planeta De Los Esclavos Robots.rtf
Harry Harrison - B2, Bill En El Planeta De Los Cerebros Embotellados.doc
Harry Harrison - B3, Bill En El Planeta De Los Placeres Insipidos.doc
Harry Harrison - B4, Bill, En El Planeta De Los Vampiros Zombis.doc
Harry Harrison - B5, Bill En El Planeta De Los 10000 Bares .pdf
Harry Harrison - B6, Bill - El Final De La Epopeya.doc
Harry Harrison - Bill en el Planeta de los Esclavos Robots.epub
Harry Harrison - Bill, heroe galactico 1, Bill, heroe galactico.epub
Harry Harrison - Catastrofe en el espacio [6969] (r1.0 RedS).epub
Harry Harrison - Catastrofe en el espacio.epub
Harry Harrison - Cuentos 50 En 50 Vol2.rtf
Harry Harrison - El Arbol De La Vida.doc
Harry Harrison - El Capitán Honario Harpplayer.doc
Harry Harrison - El Holgazan.htm
Harry Harrison - El Mecánico.doc
Harry Harrison - El Robot Que Queria Aprender.doc
Harry Harrison - Invierno En Eden.epub
Harry Harrison - Jdg1, El Invasor Del Tiempo.doc
Harry Harrison - Jdg2, Estafador Interestelar.doc
Harry Harrison - La Batalla Final.doc
Harry Harrison - La Rata De Acero Inoxidable.doc
Harry Harrison - Los Malvados Huyen.doc
Harry Harrison - Mundo Muerto.doc
Harry Harrison - Pianeta impossibile.epub
Harry Harrison - Plaga Del Espacio.doc
Harry Harrison - Ratas Espaciales Del Ccc.doc
Harry Harrison - Seleccion de relatos cortos.doc
Harry Harrison - Universo Cautivo.pdf
Harry Harrison - ¡hagan Sitio! ¡hagan Sitio!.pdf

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Alfred Bester — Biblioteca Pública #Download

Baixe de graça alguns livros do Alfred Bester, diretamente da sua estante na Minhateca: http://minhateca.com.br/Herman.Schmitz/Marcianos.Cinema/Autores/Alfred+Bester

Alfred Bester - !tigre! !tigre!.pdf                            532 KB
Alfred Bester - ¡Tigre! ¡Tigre!.epub                           1711 KB
Alfred Bester - Afectuosamente Fahrenheit.doc                   77 KB
Alfred Bester - Alguien Me Aprecia Ahí Arriba.doc               82 KB
Alfred Bester - Computer Connection.pdf                       1508 KB
Alfred Bester - El Hombre Demolido.pdf                          801 KB
Alfred Bester - El Lado Oscuro De La Tierra (cuentos).pdf      378 KB
Alfred Bester - El orinal florido.epub                           42 KB
Alfred Bester - Hasta El Ultimo Aliento.doc                     30 KB
Alfred Bester - Hasta el ultimo aliento.epub                    143 KB
Alfred Bester - La Fantastica Luz (cuentos).pdf                493 KB
Alfred Bester - Las Estrellas mi destino.epub                  356 KB
Alfred Bester - Los hombres que asesinaron a Mahoma.epub        392 KB
Alfred Bester - Los impostores ( Ciencia Ficción) 1.0.epub      439 KB
Alfred Bester - Los Impostores.doc                              587 KB
Alfred Bester- Oh Luminosa y Brillante Estrella.rtf            859 KB

sábado, 12 de abril de 2014

SOBRE O TERMO FICÇÃO CIENTÍFICA


SOBRE O TERMO FICÇÃO CIENTÍFICA

O início do século XIX foi marcado pela revolução tecnológica que gerou os meios massivos de comunicação, principalmente as formas impressas de uma arte popular que não se julgava por nenhuma academia, mas sim pelo puro gosto do público e dessa forma, as correntes literárias migraram para esse novo meio, a arte comercial, baseadas simplesmente no gosto do público consumidor.

O ponto principal dessa combinação entre arte e diversão surgiu nos Estados Unidos logo após a primeira guerra mundial, onde o poderio gráfico americano trouxe a luz uma infinidade de títulos e revistas especializadas em novelas e contos de temática específica, foi onde surgiram as história de cowboys, de selva, policiais, de mistério, de terror, de guerra, para adultos, para moças e tantas outras.

Dentre esses temas que caiam no gosto popular, ouve a iniciativa americana de imitar a novela científica europeia, que na época era chamada de histórias diferentes, feita por autores de sucesso como Julio Verne, H.G.Wells e Conan Doyle, e que foi efetivada comercialmente em 1926 com a revista Amazing Stories (Histórias surpreendentes) editada por Hugo Gernsback que batizou o novo gênero comercial-literário de "Scientifiction" e logo no segundo numero já se passou a utilizar a forma atual de "Science Fiction", de onde os primeiros tradutores brasileiros traduziram literalmente para FICÇÃO CIENTÍFICA.

Há que se aclarar um pouco essa definição. A palavra Ficção é utilizada nos países anglosaxões num contexto mais amplo e tem o sentido coloquial de diferenciar os livros de autoria (poesia, romançe, contos, etc) dos livros chamados "non fiction" que englobam além dos livros técnicos, todos os outros (livros escolares, livros de receitas, biografias, etc), definição que no Brasil tem uma forma popular de "livro sério" e não sério (novela, romance, contos, humor, diversão e outros).

Seguindo esse raciocínio, as histórias que se tinha em mente, eram coisas ligadas aos cientistas ou as invenções científicas e nesse cenário se propunham agradar a leitores que tivessem interesse nessas coisas, e isso levou naturalmente o mercado a optar por comprar somente histórias voltadas ao público juvenil ou universitário, gerando assim um foco maior nas histórias de espaço e de catástrofes, que sempre eram acompanhadas por capas chamativas, mostrando garotas e destemidos astronautas lutando contra monstros ou máquinas gigantescas. Essa insistência no roteiro fácil e centrado somente na aventura externa baixou em muito a qualidade literária dessas obras, de forma que até os anos cinquenta este formato de literatura, que hoje se chama pult fiction, era um fenômeno tipicamente americano e pouco traduzido.

Ao redor de 1950-55, uma ficção científica com um pouco mais de qualidade foi chegando à Europa, sendo assim necessária uma tradução deste termo fora do inglês.

A França foi favorecida pois a grafia é a mesma "Science-fiction", modelo que os países de língua espanhola adotaram mudando somente a grafia para "Ciencia Ficción", na Itália se adotou o termo "Fantascienza", e assim aumentou a confusão quanto ao sentido exato do termo, e que segundo alguns críticos, o formato brasileiro de "Ficção Científica" talvez seja o que melhor defina o gênero enquanto multiplicidade de estilos e tendências.
Hoje fica muito difícil tentar abranger com um só rótulo um gênero tão fecundo, mas de todas as formas, aparece de quando em quando uma nova tentativa de designar o gênero e isso parece ser uma maneira no sentido de contornar um certo preconceito que tem o gênero no mundo acadêmico e intelectual em geral. 

Jacques Sternberg traduz esse preconceito com uma reclamação de que o francês culto sempre se desculpa dizendo que "a ficção científica é besteira, mas que Ray Bradbury é muito bom". Seja Bradbury ou outro, se refere a um único autor que a pessoa chegou a ler de fato. O que demonstra que há uma nuvem de desconfiança sobre o gênero.

Muitas pessoas identificam a Ficção Científica apenas como histórias envolvendo marcianos e viagens espaciais, isso é uma generalização, em parte provocada pela indústria cinematográfica, responsável pela divulgação dos filmes e do uso intenso em cartazes e vinhetas. Hoje a mídia adotou o termo Sci-fi para se referir ao gênero, mas ainda é pouco utilizado.

O velho termo "novela de antecipação" foi criado na época de Julio Verne e até hoje é utilizada por certos críticos europeus mas é insuficiente para descrever o gênero visto que o mesmo não se refere somente a imaginar como as coisas serão no futuro, por exemplo: uma história sobre alguém que vai parar na Galileia na época de Cristo será uma história de ficção científica e no passado.

Outros termos curiosos em busca de serem os eleitos são: ciência novelada, literatura conjectural, literatura diferente, ciência fantasia, fantasia especulativa entre outros.

Fontes:
CARDOSO, Ciro Flamarion, A Ficcao Científica, Imaginário do Século XX, Uma Introdução ao Gênero, 1998.

MONT’ALVÃO JÚNIOR, Arnaldo Pinheiro, As Definições De Ficção Científica Da Crítica Brasileira Contemporânea, ESTUDOS LINGUÍSTICOS, São Paulo, 38 (3): 381-393, set.-dez. 2009.

Herman Schmitz